«Reboliço» no Santuário

Segundo dia no campo, 5:30 h da manhã.
Ouvimos um vocalizar intenso e assustador mesmo à janela da cabana onde dormíamos, só tivemos tempo de nos calçar e correr cá para fora para ver o que se estava a passar.
Acreditam que não era nada de extraordinário?!?
Apenas a felicidade das matulonas que vão para o rio, mas como a água está fria acabaram por não tomar banho, só beberam e passearam na margem, o que acabou por nos dar tempo para um beber café e lavar as milhentas melancias.
O arroz já estava a cozer, por isso, enquanto um grupo ficou a cortar a fruta, nós fomos cortar cana-de-açúcar, tendo hoje tido uma ajuda extra, pois chegou um grupo novo de voluntários, o que foi muito bom
Levámos uma hora a encher uma camioneta de cana-de-açúcar, depois foi regressar ao campo e separar a rama da cana para facilitar a alimentação delas.
E enquanto isso acontece uma parte do grupo de voluntários tem de as estar a entreter com as melancias, caso contrário vêm feitas gulosas comer as canas diretamente da camioneta e até as que estão longe já conhecem o barulho do motor e aparecem entre as árvores.
Mesmo com os tratadores a impedir, elas lá conseguem ir petiscando umas canas aqui e ali enquanto levamos os cestos para a área de alimentação.
O banho hoje foi uma festa, estava muito calor à tarde e depois da tradicional festa da lama lá foram para o rio, do nosso grupo de 10 elefantes, 2 fizeram birra e nem à beira do rio foram, acabámos por ter de lhes dar água para beber com a mangueira.
Das outras 8 uma já veio atrasada e quis compensar o tempo perdido, entrou a correr para o rio, mergulhou, nadou, rebolou debaixo de água e rio abaixo, e mesmo com o tratador a chamar por ela aos gritos esta menina partiu para a ignorância, só quando se cansou é que decidiu regressar como se nada fosse.
Ele ainda a tentou ir buscar, mas com a força da corrente acabou por ter de esperar por sua excelência na margem do rio.
Enquanto alguns de nós davam banho às mais velhas, outros já estavam a cortar melancias e a preparar mais cestas de fruta para quando regressarem do banho.
Lembram-se que eu disse que elas demoram imenso tempo a fazer curtas distâncias, mas o mais giro é que não respeitam caminhos ou trilhos, por isso temos de andar com elas, já que entram selva dentro só porque sim e aqui a selva esconde imensos perigos para estas meninas, como cobras, macacos e outros animais selvagens.
Aqui anoitece cedinho e quando o sol se põe os elefantes têm de estar protegidos, por isso são levados para uma estrutura onde podem comer e dormir em segurança.
Eles vão-se embora mas nós ficamos a tratar-lhes do jantarinho!
Por isso vamos lá mais umas quantas cestas de fruta para preparar…

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